Metade das infâmias que aprendi na minha vida vêm dos filmes besteirol. Desde clássicos, injustamente alcunhados por "bobagem" como Férias Frustradas, Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu! e Corra que a Polícia Vem Aí, até as bagaceiras mesmo como Histeria e Todo Mundo em Pânico.
Mas de repente o céu se abriu e David Zucker, mestre em besteirol, foi cuidar da série. Era o sonho, era uma epifania. Era o mestre das bobagens plagiando grandes bobagens como Guerra dos Mundos, por exemplo.
O resultado é muito bom. Ok, ele se rendeu às piadas dos irmãos Wayans, que eu também gosto, apesar de um tanto duvidosas. Têm-se as flatulências de sempre (peidinhos, meu povo), as piadas sexuais (com a Carmen Electra, que não gosta!) e a infâmia linda de sempre.
Ah, e tem a cena de Tom Cruise pulando feito o Maradona numa fábrica de açúcar naquela bendita entrevista com a sempre chata Oprah. Simplesmente impagável.
Se estiver sem nada para fazer, vá ver. Se estiver fazendo alguma coisa, vá ver.
Quem sai da sala de cinema sem rir de ao menos uma piada do filme merece meus parabéns. Você é uma pessoa que não sabe nada de infâmias, e isso só faz bem.
Friday, June 09, 2006
Wednesday, May 31, 2006
Monday, May 22, 2006
The Jetsoooons
Uns tempos atrás foi ventilada a possibilidade de um filme live action com os Jetsons, assim como já fizeram com os Flintstones. Vai ficar horrível igual, mas a gente montou um elenco bacana pra amenizar a vontade de você querer roer seu próprio braço com a ruindade do filme.
George Jetson (Steve Martin)
Já é clichê chamar um ator grisalho par interpreter os patriarcas de desenhos animados. Leslie Nielsen (Mr. Magoo) ou próprio Martin (A Pantera Cor de Rosa). O problema é que vão ter que passar tintura vermelha ou laranja (sei lá que cor é essa) na cabeçorra do sujeito. Se ele declinar, chamem o Silvio Santos, pelo menos o dinheiro do Wellaton será economizado.
George Jetson (Steve Martin)
Já é clichê chamar um ator grisalho par interpreter os patriarcas de desenhos animados. Leslie Nielsen (Mr. Magoo) ou próprio Martin (A Pantera Cor de Rosa). O problema é que vão ter que passar tintura vermelha ou laranja (sei lá que cor é essa) na cabeçorra do sujeito. Se ele declinar, chamem o Silvio Santos, pelo menos o dinheiro do Wellaton será economizado.
Jane Jetson (Emma Thompson)
Na grande maioria dos desenhos, os pais são estúpidos ou insanos e as crianças são umas pestes. Resultado: o papel careta é sempre da mãe. Emma Thompson fez a mesma coisa em Simplesmente Amor. Pelo menos ela não vai ter que confeccionar uma roupa de lagosta nesse.
Judy Jetson (Reese Whiterspoon)
Sim, você deve odiá-la por causa de Legalmente Loira, mas sabe que ela é uma boa atriz depois do trabalho em Johnny & June. Então se você quer alguém que não maltrate um clássico dos desenhos animados e no entanto mantanha uma aura legal no persongem, Reese Whiterspoon é a pedida.
Elroy Jetson (Freddie Highmore)
Pra interpreter o maletinha Elroy, o único pirralho que não me faz querer gorfar com atuações infantis. Resta saber se ele vai se sujeitar a vestir aquele chapéuzinho com antenas.
Mr. Spacely (Danny DeVitto)
George Jetson talvez seja a única pessoa que odeie mais o Sr. Spacely do que quem asssiste ao desenho. Danny DeVitto além de ser um ótimo ator tem a careca e a altura essenciais ao personagem.
Rosie (voz de Fran Drescher)
Rosie é a empregada que tem a voz mais irritante depois da Srta Fine (The Nanny) e da ameba interpretada por Dira Paes em A Diarista. Como ninguém além de mim assiste A Diarista, Fran Drescher (ou Gabi, que a imita perfeitamente) darão vida a empregada-robô-mala-sem-alça.
Monday, May 15, 2006
Honestidade
Alguém pode me explicar o que fulaninho quer dizer quando diz que determinada banda ou dj tocou um som "honesto"?
Monday, May 08, 2006
Hakuna Matata!
Tinha certas restrições em assistir A Era do Gelo 2 até ontem.
1. O primeiro filme não foi lá muito bom e nem tão engraçado assim.
2. Crianças.
3. Depois do item 2, não é necessário um item 3.
Ver uma animação é sempre muito legal, você vai sem grandes expectativas, na maioria das vezes ri bastante ao logo da história ao ponto de ir 3 vezes ao banheiro (se bem que o fato de tomar 900ml de Guaraná também ajudam), os personagens são legais e você tem uma sensação feliz quando sai da sala. Da sala da sua casa, porque se foi ao cinema, meus pêsames. Pais que só agora perceberam a besteira que fizeram colocando aqueles pequenos demônios no mundo, decidem que eles não devem suportar sozinho todo aquele fardo e levam seus pimpolhos ao cinema.
Mannie, Sid e Diego estão de volta, fugindo do Juízo Final (ou apenas de uma grande inundação, como você preferir) e estão as voltas com as piada horríveis do Sid e o iminente depressão de Mannie quando ele acredita ser o último mamute vivo na Terra. Tudo muda de figura quando eles encontram Ellie, uma outra mamute. Tudo seria tudo muito lindo se ela não fosse maluca e achasse que era um gambá. Daí pa frente temos mais piadas ruins do Sid, as desventuras dos irmãos gambás de Ellie e a lenga lenga sentimental de todas as animações e o *SPOILER* esquilo morre *SPOILER*.
Se por ventura eu omiti algum pedaço da história, perdão. Um terrorista mirim que sentava na fileira de trás insistia em andar até o pai dele que sentava umas 4 poltronas ao lado, passando seu pequeno cotovelo infantil nas poltronas debaixo levando minha cabeça junto. Nessas horas, queria ter uma cabeça do tamanho da do Júlio pra poder causar uma fratura exposta naquele infeliz ou então usar as táticas vista n'O Albergue.

Resumindo: o filme é bem mais legal e engraçado que o primeiro, mas se você realmente quiser aproveitar, espere sair em DVD.
Thursday, April 27, 2006
Quebrando o porquinho
Se alguém fosse doente mental o suficiente pra me dar dinheiro pra fazer filmes, uma das primeiras atitudes megalomaníacas que eu ia tomar era recrutar essas peças pra um filme sobre a Liga da Justiça.
PS: não liguem pra arrumação porca das imagens. O que vale é a intenção.


Batman (Christian Bale)
Já assistiram Batman Begins? Christian Bale É o Batman.

Bom, acho que temos um consenso quando eu digo que precisamos da morena mais linda que pudermos encontrar pro papel da Maravilhosa. Tia Zeta de maiô não precisaria nem do Laço da Verdade pra prender os malfeitores.


Flash (Jude Law)
É um bom ator e parece com Wally West. Não que isso importe, uma vez que o Flash fará apenas participações relâmpago (Flash, relâmpago, hã, hã?).


Ajax, o Marciano (Vin Diesel)
Ele é careca e marciano, se fosse verde e soubesse atuar seria perfeito. Mas como ninguém nunca ouviu falar no Ajax, isso não faz muita diferença.


Superman (Clive Owen)
Dê qualquer personagem pra Clive Owen e este ficará FODA no papel. James Bond, Dwight, Carlos Alberto de Nóbrega ou Superman, não importa. Ele é o Clive Owen e você não deveria pedir a credencial do cara.


Lanterna Verde (Jamie Foxx)
Saem os óculos escuros de Ray Charles, entram as lentes esmeralda de John Stewart. Mas imaginar o negão naquele collantzinho vai ser a coisa mais bizarra que você viu no cinema desde que a Mariah Carey inventou que sabia atuar.


Aquaman (Kiefer Sutherland)
Ele já chutava bundas como o Jack Bauer de 24 Horas. Faça a barba dele crescer, coloque um arpão no lugar do braço e deixe ele se comunicar com golfinhos e não sobrará pedra sobre pedra.


Lex Luthor (Kevin Spacey)
Raspe a cabeça de qualquer tiozão e ele só vai parecer dois personagens: o Professor Xavier ou Lex Luthor. Patrick Stewart já é o Xavier, então temos Kevin Spacey (que é um ator deverasmente foda) no papel do pouca telha mais odiado dos quadrinhos.


Coringa (Vincent Cassel)
O Júlio dise que o cara é igualzinho o Coringa. Eu concordei, porque se esse roteiro vingar, estaremos no set, e se ele for ator, a mulher dele estará lá também. Quem é ela? Só a Monica Bellucci.
Depois disso, a economia mundial entraria em colpaso. Um filme com tantos atstros necessitaria de todo o dinheiro reservado a erradicação da AIDS na África.
Wednesday, April 26, 2006
E você, qual sua perversão?
Músicas bizarras, você sempre conhece uma. Não, não negue, não adianta. Lá no fundo, no fundo mesmo, no último banco do ônibus, você está indo ao trabalho pela manhã e começa:
“Foram tantas coisas boas, não posso te esquecer,
O meu coração, coitado, nem pensa em te esquecer,
Por isso não estrague o sonho, e trate de voltar pra mim”.
Sampa Crew não ruleia, não é bom demais, nem ao menos trash, brega, hype, sei lá. Mas não leia os “versos” acima mais de três vezes, oua loira do banheiro aparecerá ele ficará pelo resto dos dias na sua mente.
Entenda bem, isso não é um problema seu. Tampouco é uma conspiração mercadológica para se vender bobagens. Estudos do MIT – Massachussetts Institute of Technology, mostram que 1 em cada 0,5 músicas ruins ficam na cabeça do ouvinte. É o seu sub-alucinado, sub-inconseqüente, um caso complicado de se entender,éééé o amôôôôr agindo na área musical do seu cérebro. E como se não bastasse, é algo que pode acontecer com qualquer um.
Porque há toda uma técnica para ser um cara ruim de música que consegue fixar palavras no imaginário nacional. Por exemplo: na maioria das vezes trata-se de minorias, sejam elas raciais, sociais, religiosas. Vai dizer que o Amado Batista não tem cara de ser uma figura gente fina?
Com a tese (Amado Batista é tese, vejam só!) em mãos, você precisa da antítese, e aí vem o Humberto Gessinger: faz música ruim e mesmo assim ninguém gosta dele, ora por não ser oriundo de uma minoria em si (ok, ele é gaúcho, mas daí você insere a piada se lhe convir) ou simplesmente pelo fato de ser o Humbertochato de galocha, diria meu avô Gessinger.
Agora assuma, com toda a coragem de mundo, que você já foi fã do Jordi. Porque essa é uma das perversões musicais prediletas deste que vos escreve.
*Desvia da pedrada*
“Foram tantas coisas boas, não posso te esquecer,
O meu coração, coitado, nem pensa em te esquecer,
Por isso não estrague o sonho, e trate de voltar pra mim”.
Sampa Crew não ruleia, não é bom demais, nem ao menos trash, brega, hype, sei lá. Mas não leia os “versos” acima mais de três vezes, ou
Entenda bem, isso não é um problema seu. Tampouco é uma conspiração mercadológica para se vender bobagens. Estudos do MIT – Massachussetts Institute of Technology, mostram que 1 em cada 0,5 músicas ruins ficam na cabeça do ouvinte. É o seu sub-alucinado, sub-inconseqüente, um caso complicado de se entender,
Porque há toda uma técnica para ser um cara ruim de música que consegue fixar palavras no imaginário nacional. Por exemplo: na maioria das vezes trata-se de minorias, sejam elas raciais, sociais, religiosas. Vai dizer que o Amado Batista não tem cara de ser uma figura gente fina?
Com a tese (Amado Batista é tese, vejam só!) em mãos, você precisa da antítese, e aí vem o Humberto Gessinger: faz música ruim e mesmo assim ninguém gosta dele, ora por não ser oriundo de uma minoria em si (ok, ele é gaúcho, mas daí você insere a piada se lhe convir) ou simplesmente pelo fato de ser o Humberto
Agora assuma, com toda a coragem de mundo, que você já foi fã do Jordi. Porque essa é uma das perversões musicais prediletas deste que vos escreve.
*Desvia da pedrada*
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